Situação de Marumbi está sob controle, assegura prefeito Pini
O prefeito de Marumbi Ademar Pini (PFL) garante que o seu município vive uma situação controlada no meio da fortíssima crise econômico-social que atravessa o País, reflexo da derrocada internacional que está assustando comunidades e governantes de todos os pontos do planeta. A arrecadação mensal de Marumbi, baseada principalmente no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e no ICMS, varia entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, enquanto a folha de pagamento dos servidores municipais consome R$ 40 mil. Enquanto a maioria das prefeituras chora por não ter recursos, o pagamento do 13º salário dos funcionários de Marumbi está garantido.
Mas o prefeito resolveu adotar cautela para garantir o equilíbrio do caixa em função do ajuste fiscal. Ele resolveu abrir mão por seis meses, a partir de janeiro, de 50% de seu salário de R$ 3,2 mil. Pini seguiu os vereadores que, na semana passada, abdicaram de receber o vencimento integral, de R$ 498,00, no próximo semestre. Quando a situação se normalizar, eles voltam a ganhar.
Somente a vereadora Elaine Maria Ferreira Costa (PFL) não concordou com a medida. Já não recebo meu salário há onze meses, argumentou. Ela e o vereador Alberto Polizelli (PFL) precisaram recorrer à Justiça para receber os subsídios. Embora sejam do mesmo partido do prefeito, são tidos como oposição. Votamos sempre os projetos de interesse da população e apoiamos os projetos comunitários, mas discordamos de algumas atitudes do prefeito, afirmam.
Entre os projetos polêmicos examinados pela Câmara dos Vereadores está um do Executivo, aprovado no ano passado, que previa a cobrança de pedágio para trânsito de veículos na zona rural. Segundo o prefeito, somente os dois vereadores votaram contra. Mas Pini voltou atrás e não colocou o projeto em prática.
Dos nove vereadores, apenas Marli Nicolete não é filiada ao PFL. Ela está no PPB, mas garante que se considera pefelista. O prefeito e o vice Claudiner Feliciano também são do PFL.





