Sinttrol pode mudar hoje os rumos da greve
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo em Londrina e Região (Sinttrol) se reúne hoje para definir, entre os diretores, se a categoria paralisa as atividades na segunda ou na terça-feira. De acordo com o presidente da entidade, João Batista da Silva, a mudança foi cogitada porque o Ministério Público do Trabalho (MPT) agendou para terça-feira de manhã uma reunião na qual as partes possam negociar ao menos o percentual de linhas ao todo, são 117 que ficarão paralisadas. Silva admitiu, ainda, que eventual mudança de postura pode atender pedido do prefeito Barbosa Neto (PDT), com o qual disse ter se reunido ontem. O prefeito nos pediu que segurássemos (o movimento) e aguardássemos a análise do relatório da CEI (Comissão Especial de Investigação), da Câmara, prometido para segunda. Já o MPT nos solicitou que não haja greve antes da reunião de terça. Vamos decidir amanhã (hoje), disse o sindicalista.
Também ontem, o Sinttrol recebeu do Metrolon uma notificação de alerta relacionado à paralisação. Eles nos alertaram sobre a responsabilidade civil e criminal da greve, bem como sobre as perdas e danos. É uma pressão que acontece em qualquer atividade essencial, mas também comunicamos às empresas a responsabilidade delas, afirmou Silva, que completou: De qualquer forma, havendo greve na segunda, ou não, estarei lá (na seguda-feira) levando um boletim de mensagem para os trabalhadores ou simplesmente apoiando a greve.
O advogado do Metrolon, Moacir Correia Neto, afirmou ontem que a entidade vai aguardar quando, como e se a greve vai transcorrer para decidir se entra ou não com medida na Justiça que resguarde a manutenção dos serviços. Segundo Correia Neto, está em estudo o ingresso de um interdito proibitório na Justiça Cível, mas apenas em caso de paralisação total dos serviços. Para buscarmos a Justiça, a empresa teria de sofrer uma ameaça na posse dos bens dela os trabalhadores vão ter de garantir acesso e saída dos veículos, sem ameaças à perturbação da posse, avisou o advogado. Mas esperamos bom senso do sindicato ao menos em se aguardar uma definição do prefeito, completou. O presidente do Sinttrol declarou que, caso aconteça de fato na segunda, a paralisação vai cumprir a lei de greve, que determina um mínimo da frota na ativa.


