Sinttrol aprova indicativo de greve
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina (Sinttrol) aprovou ontem, durante assembleias realizadas nos três turnos, o indicativo de greve nos serviços do transporte coletivo na cidade. A categoria reúne cerca de 1,7 mil trabalhadores, entre motoristas, cobradores e agentes administrativos do sistema. Na Câmara de Vereadores, representantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) que estuda a planilha ameaçaram represália à tentativa de greve: na segunda-feira, o presidente da CEI, Joel Garcia (PDT), protocola na Casa projeto de lei que visa à liberação dos serviços de vans, táxis e kombis de lotação no município.
De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, ''pelo menos até o próximo dia 15'' não deve haver paralisação nas atividades. É nessa data que acontece uma segunda rodada de negociação, na Gerência Regional do Trabalho, para a qual foram convidados, a pedido do sindicato, Câmara, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a entidade representante das concessionárias (Francovig e Grande Londrina), o Metrolon. A primeira reunião do gênero, que estava marcada para a última quarta, acabou não acontecendo - apenas o Sinttrol mandou representante.
''Evidentemente que a paralisação não é definitiva, mesmo porque ainda é necessária votação secreta com urnas itinerantes nos locais de trabalho e publicação da decisão nos jornais da cidade'', disse Batista, que complementou: ''Mas só esperaremos até quarta. Se não apresentarem uma proposta concreta que possa atender nossa pauta de reivindicações, vamos para a greve e até organizar protestos, se for o caso''.
Informado que a CEI deve protocolar só depois de quarta-feira o relatório final na Câmara, e também na Prefeitura, Silva atacou: ''Percebemos que o relatório parcial era uma mera peça publicitária de ficção e também de marketing para alguns vereadores, que ardilosamente fizeram constar no documento uma tarifa de R$ 1,99, que é um deboche. Portanto, não vamos mais ficar submetidos à agenda política dos vereadores''. A categoria, cuja database venceu em 1º de junho, reivindica reajuste de 6% referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano, mais 4% de ganho real. As concessionárias, por sua vez, apontam inviabilidade da reposição, uma vez que, desde o início do ano, estariam acumulando prejuízos sem o reajuste da tarifa que havia sido concedido no final do ano passado - reajuste suspenso pela Justiça.
O presidente da CEI, vereador Joel Garcia (PDT), admitiu que o projeto de lei sobre transporte alternativo é represália à ameaça de paralisação no sistema. Se a iniciativa não tem vício de origem? ''Claro que tem vício de origem, e vamos ainda conceder prazo de 60 dias para essas kombis e vans se legalizarem'', concluiu.


