Sindserv vai ao CRM contra secretário
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), protocolou ontem no Conselho Regional de Medicina (CRM), um pedido de providências contra o diretor superintendente da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), Silvio Fernandes. No documento, o sindicato afirma que Fernandes teria infringido o Código de Ética Médica ao determinar que médicos contratados pelo regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) atuassem no Programa Saúde da Família (PSF), ocupassem os postos dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que aderiram à greve.
''Nos postos de saúde 12 horas a gente tem médicos terceirizados atendendo. O Código de Ética Médica, em seu artigo 78 diz que é vedado ao médico posicionar-se contrariamente a movimentos legítimos da categoria médica, com a finalidade de obter vantagens'', disse o diretor de Formação Sindical, Marcos Ratto. ''Estamos defendendo o médico servidor público que é sindicalizado e que está dentro do movimento de legítima defesa, reivindicando a reposição e estão se sentindo prejudicados por esses médicos terceirizados, dando cobertura para a administração. Estamos notificando o CRM para que notifiquem os médicos terceirizados'', afirmou Ratto.
''É uma coisa ridícula (pedido de providências). Os profissionais do PSF já prestam atendimento nos postos, são contratados para fazer isso. Seria surpreendente se não colocássemos eles para trabalhar. O sindicato está querendo fechar as unidades e estamos entendendo que devemos usar os profissionais disponíveis'', disse Silvio Fernandes. A reportagem tentou entrar em contato com o presidente do CRM, Marcos Campos, mas ele não foi localizado.
No final da noite de ontem, o Sindicado dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (Sinsaúde) realizou uma assembléia para discutir o encaminhamento dos trabalhos dos mais de 900 trabalhadores contratados para ao PSF. ''A nossa preocupação é ouvir o que está acontecendo, como estão enfrentando a greve nos postos de saúde'', justificou a presidente do Sinsaúde, Ana Maria Cruz. ''A nossa posição é de não entrar em greve, mesmo porque no dia primeiro de maio vence a nossa data-base e vamos começar agora a negociação'', complementou o diretor financeiro do sindicato, Luiz Carlos dos Santos. Até o fechamento dessa edição, o Sinsaúde não havia encerrado a assembléia. (C.O.)





