Sindserv tenta garantir 13º na Justiça
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terça-feira, 12 de dezembro de 2000
Lino Ramos de Londrina 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) protocolizou ontem, na 10ª Vara Cível um mandado de segurança com pedido de liminar solicitando o bloqueio de todos os recursos que entrarem na contas da prefeitura para garantir o pagamento do 13º salário e a parte dos salários de novembro. O mandado será julgado pelo juiz Mário Nini Azzolini.
Segundo o presidente do Sindserv, Gláudio Renato de Lima, a administração do prefeito Jorge Scaff não estaria priorizando a folha de pagamento e o secretário de Fazenda, Francisco Simões, teria afirmado que precisaria pagar alguns fornecedores.
De acordo com o Sindserv, para o 13º serão necessários R$ 5,8 milhões, mais R$ 4 milhões para completar a folha de novembro, além de R$ 1,8 milhão que a prefeitura deve à Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais (Caapsml). Ontem o prefeito eleito Nedson Micheleti (PT) se reuniu com a direção da entidade.
Nedson se mostrou preocupado com o mês de janeiro, quando a dívida com o funcionalismo será de R$ 28 milhões. Teremos a folha de dezembro, em torno de R$ 12,5 milhões, devem faltar uns R$ 3 milhões referentes ao 13º e mais a folha de janeiro. É um mês de baixíssima arrecadação, avaliou. Ele pretende lançar uma campanha para arrecadar impostos atrasados e também acatar a sugestão do Sindserv de realizar uma auditoria, pois considera alto o gasto mensal de R$ 12,5 milhões com salários.
Em Foz do Iguaçu, funcionários públicos também entraram com um pedido de mandado de segurança para bloquear as contas da prefeitura e garantir os salários de novembro e o pagamento da primeira parcela do 13º. A ação foi apresentada na quinta-feira passada e o juiz Marcelo Gobbo Dalla Déa, da 3º Vara Cível, deve despachar até amanhã.
Sexta-feira passada foi feriado no Fórum e por causa disso o prazo foi ampliado, diz o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi), Luis Carlos de Oliveira. Enquanto a Justiça não se pronuncia, o funcionalismo mantêm a ameaça de entrar em greve a qualquer momento.. Neste ano, eles cruzaram os braços em dez ocasiões.
Ontem à noite, a categoria realizaria uma assembléia para definir a possível greve e reavaliar, mais uma vez, a proposta feita pelo prefeito Harry Daijó (PPB) de pagamento em duas parcelas: depósito de R$ 300 na conta de cada servidor no dia 15 e o restante no dia 20. Não há uma data definida para o 13º, porém a promessa é de pagamento neste mês. Na semana passada, todos votaram contra a oferta. (Colaborou Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu)


