Sindserv questiona prestação de contas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de agosto de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) protocolou ontem no Ministério Público Estadual (MP) o pedido de providências contra a prestação de contas da administração municipal, feita em maio passado. O pedido foi entregue ao coordenador regional do MP, promotor Miguel Jorge Sogaiar, pelo presidente do sindicato, Marcelo Urbaneja.
No documento, o Sindserv questiona a prestação feita na audiência pública ocorrida em 30 de maio na Câmara de Vereadores. Na ocasião, as contas do quadrimestre foram apresentadas pelo secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella. A principal reclamação dos sindicalistas é quanto aos restos a pagar de mais de R$ 36 milhões da atual gestão do prefeito Nedson Micheleti (PT), referentes, entre outros, a contas da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) e da Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml).
Entretanto, o pedido destacou o atendimento ao pedido de informações da Câmara, em relatório encaminhado aos vereadores pela administração. Na resposta, a Prefeitura apresentava como valor empenhado, e não pago, o montante de pouco mais de R$ 26 milhões. Os valores de dívidas da administração e da AMS não conferem. ''Qual é o valor correto? E por que esse valor reduziu mais de R$ 14 milhões em apenas quatro meses? Pelo jeito, quitaram dívidas de restos a pagar com recursos do orçamento de 2005, o que, na nossa avaliação, fere a lei de Responsabilidade Fiscal'', considerou Urbaneja, com base no ponto da LRF que proíbe que, nos últimos oito meses de mandato, o Executivo assuma dívidas que não possam ser pagas no mesmo exercício.
O secretário Wilson Sella argumentou que a ação de Urbaneja é ''política'', mas negou que haja erros na prestação de contas quadrimestral do Executivo. Sobre a diferença de valores mostrados à Câmara na audiência pública e no pedido de informações, o secretário resumiu em poucas palavras: ''Não há nada de errado, não tenho nenhuma dúvida disso. A leitura que o sindicato faz é que é política, não técnica'', definiu.


