Sindserv quer veto nas emendas do pacotão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de setembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha<BR>Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) vai pedir ao prefeito Barbosa Neto (PDT) que vete as emendas propostas pela Câmara Municipal a três projetos do Pacotão do Funcionalismo Público, aprovado na última terça-feira, que pretende zerar as perdas salariais, acumuladas em 37%, de algumas classes. O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, alegou que vai fazer o pedido porque a emenda desagradou muitos servidores, principalmente os professores.
Na segunda-feira a emenda foi apresentada pela Comissão de Finanças da Casa, presidida pelo vereador Joel Garcia (PTN), ao Sindserv e a Secretaria de Planejamento. Na ocasião, os três assinaram um acordo garantindo que ela não seria vetada pelo Executivo posteriormente. ''Naquele momento aceitamos porque a gente entendeu que seria uma vitória o projeto ser votado pelaa Câmara. Acontece que quando chegou nas categorias, os professores e os outros servidores que são atingidos por essa emenda foram contrários, e nossa função é tentar resolver isso. Por isso vamos pedir o veto'', explicou Urbaneja.
O presidente do Sindserv ainda lembrou que nesse momento todos os acordos podem ser discutidos novamente. ''Se o prefeito vetar, o veto volta para a Câmara e os vereadores podem derrubá-lo. Esse é um processo democrático de negociação, e queremos conversar novamente com os vereadores para ver se chegamos a um meio termo''.
O vereador Joel Garcia alegou que o Legislativo beneficiou os professores, mesmo aprovando a emenda que desconta as perdas salariais em futuros Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das categorias. ''Com o aumento que eles vão receber, dos R$ 40 milhões que serão gastos com o pacote, R$ 10 milhões serão destinados aos professores. Agora, não podemos aumentar o IPTU, por exemplo, para ter dinheiro para pagar salário de servidor''. Garcia ainda alegou que a forte manifestação de professores na Câmara contra a emenda foi gerada por um grupo pequeno da classe ligada a ''partidos políticos, ex-vereadores e ex-candidatos a presidentes do Sindserv''.
O secretário de Planejamento, Edson Antônio de Souza, alegou que o pacote ainda não foi estudado pela administração e que ainda não recebeu o pedido formal do Sindserv. ''Primeiro vamos analisar tudo antes de decidir o que fazer, mas não recebemos nenhum pedido de veto''.


