O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), impetrou ontem um mandado de segurança com pedido de liminar contra a Prefeitura de Londrina. O sindicato quer que o pagamento dos trabalhadores, depositado parcialmente dia 31, seja feito integralmente. Através de um decreto, o prefeito Nedson Micheleti (PT), determinou que fosse feito um adiantamento salarial para os mais de 7 mil servidores. No entanto, os servidores que aderiram à paralisação, iniciada dia 7, receberam apenas 50% dos vencimentos, enquanto os que continuaram trabalhando, tiveram 80% dos salários depositados.
''A frequência que os servidores estão recebendo se refere a ocorrida entre 15 de janeiro e 16 de fevereiro, quando não havia greve. O servidor faz jus à integralidade. Outra questão é que os servidores afirmaram que a folha de pagamentos estava pronta dia 5. O importante é garantir o direito líquido e certo dos servidores'', disse o diretor de Assuntos Jurídicos do sindicato, Júlio de Castro. Através do Núcleo de Comunicação, a administração afirmou que irá esperar a notificação para se manifestar sobre a demanda do sindicato.
Além da disputa no campo jurídico, o sindicato também continua apostando em um acordo com a administração para o fim da greve, que completa hoje 27 dias. A proposta encaminhada quinta-feira pelo presidente da Comissão de Trabalho formada na Câmara de Vereadores para intermediar as negociações, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), não foi aceita pelo prefeito. A proposta previa o acompanhamento da receita, a compensação dos dias parados pelo banco de horas e a concessão de um abono de R$ 140.
''Aquela proposta o prefeito recusou. Disse que representa um acréscimo na folha de pagamentos de R$ 1 milhão e que é um impacto muito grande. Falei de uma outra proposta, de abono escalonado, onde quem ganha mais receberia um abono menor e quem ganha menos, um abono maior. E ele disse para que mandassem a proposta que ele daria uma olhada'', relatou Tamarozzi. ''Estamos estudando a possibilidade de fazer uma nova proposta. Ele (Nedson) diz que com R$ 140 de abono, o impacto chegaria perto de R$ 1 milhão. O pessoal está vendo se consegue construir uma proposta com valor menor'', disse o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
Em Brasília - O prefeito participou ontem em Brasília de uma reunião convocada pelo ministro das Cidades, Olívio Dutra, para discutir a elaboração de um programa nacional de obras de infra-estrutura destinado aos municípios, especificamente na área de pavimentação e recapeamento asfáltico. Nedson foi um dos dez prefeitos selecionados a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para participar da elaboração do programa.
O prefeito apresentou o trabalho realizado pela Prefeitura de Londrina no asfaltamento de bairros. ''O convite a Londrina demonstra o reconhecimento pela aplicação correta dos recursos públicos e confirma o bom relacionamento da administração municipal com o governo federal'', afirmou Nedson em nota distribuída pelo Núcleo de Comunicação da Prefeitura.

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