Representantes dos servidores públicos municipais vão protocolar na próxima semana um pedido de abertura de negociação com a administração do prefeito interino de Londrina, José Roque Neto (PTB). Na pauta que pretende ser levada ao petebista e ao secretário municipal de Gestão Pública, Nilso Paulo da Silva, está a defasagem salarial de quase 40% e o pleito para que seja suspenso o desconto - determinado pela Justiça - dos 106 dias parados na greve de 2006, a maior na história da categoria.
De acordo com o diretor administrativo-financeiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Éder Pimenta, a entidade vai tentar convencer Padre Roque a abrir um canal de diálogo, por meio da comissão permanente de negociação, que ''há anos'' estava obstruído - referência ao relacionamento conturbado mantido entre o ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) e o Sindserv, no segundo mandato do petista (2005/2008).
''Acreditamos que o relacionamento entre o prefeito interino e a direção do Sindserv será a melhor possível'', afirmou o diretor. Indagado se está descartada paralisação na interinidade caso a negociação não prospere, Pimenta esquivou-se: ''A relação será muito boa''.
O secretário municipal de Fazenda e Planejamento, Denilson Vieira Novaes, admitiu que há previsão orçamentária para reposição, em 2009, mas fez um alerta: a concessão depende do fluxo de caixa da Prefeitura, que deve ser incremnetado, a partir do mês que vem, com a parte mais substancial do IPTU. ''Mas é uma arrecadação para o ano todo'', frisou.
Segundo Novaes, porém, ''ainda é muito cedo para se falar em reposição''. ''No fim, é o prefeito que vai decidir. De qualquer forma, agora é um período transitório - será prudente deixar uma despesa dessa, permanente e de efeito acumulativo, para a próxima gestão?'', questionou.

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