Sindserv pede empréstimo para salário
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Lúcio Horta De Londrina 
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) deve apresentar, na segunda-feira, ao prefeito Nedson Micheleti (PT) uma proposta de empréstimo para pagamento do salário de dezembro. A definição seria tomada em assembléia na noite de ontem. Mas a tendência é a aprovação. Vários servidores nos procuraram defendendo essa solução, disse a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godói.
A idéia, segundo Marlene, é que o empréstimo seja tomado em nome dos próprios servidores e pago pelo município. A única preocupação é que, se o município não pagar, a responsabilidade será toda nossa. Por isso a gente tem que ter a garantia da prefeitura, observou.
Outro assunto que seria discutido é uma proposta de antecipação de parte do pagamento do salário de janeiro para o dia 18. Segundo Marlene, nesta data a previsão é que o município tenha em caixa cerca de R$ 4 milhões com a entrada de recursos, como o do Fundef.
O secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, confirmou que o empréstimo é uma das alternativas que estão sendo avaliadas. É uma possibilidade. Mas ainda faltam elementos para fazer esse empréstimo com segurança. Estamos levantando, por exemplo, o fluxo de caixa da prefeitura para saber se vamos conseguir pagar, disse.
Bernardo lembrou que a mesma solução de empréstimo foi adotada quando ele foi secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul. Lá, fizemos isso duas vezes e deu certo. Mas tem o problema do juro, por exemplo. Tivemos que autorizar uma lei para dar um abono aos servidores no valor dos juros. Ou seja: não é uma coisa que dá para resolver do dia para noite.
A idéia, no entanto, pode encontrar resistência no próprio prefeito. Nedson informou ontem, pela assessoria de imprensa, que no momento a idéia de empréstimo está descartada. Ele teme resolver um problema e criar outro.
O prefeito espera receber na segunda-feira a resposta da Caixa Econômica Federal sobre a proposta de acordo no pagamento da dívida da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), que é de R$ 330 milhões. Ele esteve discutindo o assunto em Brasília, na quarta feira.


