O desconto dos dias parados, a reposição salarial de 21% e os outros 27 itens da pauta de reivindicações dos servidores municipais voltam a ser discutidos entre a administração municipal e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv). Eles realizam hoje a primeira rodada de negociação após o fim da paralisação da categoria, no dia 5, que durou 31 dias, a maior da história da cidade.
''Estamos um pouco apreensivos, sem expectativa. Fomos pegos de surpresa pela decisão do prefeito que não respeitou o acordo assinado para o fim da paralisação e editou um decreto determinando o desconto de oito dias dos servidores. Foi uma medida autoritária que não teve fundamentação jurídica nem administrativa, só punitiva'', disse o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, se referindo ao quarto item do acordo assinado que previa a negociação imediata dos dias parados. O decreto foi editado sem nenhuma negociação entre as partes.
Segundo Urbaneja, mesmo com o decreto do prefeito que além do desconto em pecúnia de oito dias, determinou também que os outros 23 sejam compensados com horas extras eles irão negociar os dias parados. ''Vamos negociar. Temos que negociar já que o acordo diz que seriam negociados. Vamos propor a compensação dos dias parados com o banco de horas e várias outras coisas que dá para ser feito. Não precisa descontar.''
No entanto, conforme o secretário Municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, as negociações dos dias parados partirão do decreto do prefeito. ''A orientação é para negociarmos de acordo com o decreto que está instituído e deve ser apresentado na mesa de negociação'', afirmou.

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