Sindserv apresenta contraproposta à Prefeitura de Londrina
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sexta-feira, 15 de abril de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) protocolou ontem na Secretaria de Gestão Pública, a contraproposta da categoria aos itens sugeridos pela administração municipal dia 12, sobre a pauta de reivindicações, na primeira rodada de negociação após o fim da paralisação dos servidores.
Pela proposta da administração, seria formada uma Comissão Permanente de Negociação para acompanhar a receita do Município, cabendo ao Executivo determinar o percentual de reposição salarial em caso de incremento; reposição do auxílio-alimentação em 5,86%, referente à inflação registrada entre fevereiro de 2004 e janeiro de 2005; esforços da administração para a extinção da carga suplementar de trabalho, e o desconto dos dias parados como prevê o decreto 123/2005, descontando em pecúnia de oito dias parados nas folhas de pagamento de abril a julho e a compensação em horas extras dos outros 23 dias, e o pagamento mínimo de R$ 15 mil mensais em licença-prêmio. Durante a greve, o prefeito chegou a concordar com a reposição do auxílio-alimentação em cerca de 16% item rejeitado na assembléia realizada dia 28 de março e o pagamento de R$ 30 mil mensais da licença-prêmio.
''Entendemos que da mesma maneira que o prefeito alega que com a deflagração da greve os avanços que tínhamos conseguido nas negociações deixaram de existir, acreditamos que com o advento do decreto do prefeito regularizando o desconto dos dias parados sem negociação imediata, ele também feriu o acordo feito'', disse o diretor jurídico do Sindserv, Júlio de Castro. ''Estamos apresentando uma proposta global incluindo a reposição do ticket-alimentação que havíamos descartado na assembléia em 15,86%, o pagamento mensal de R$ 30 mil de licença-prêmio, que os dias parados sejam negociados imediatamente, e que os índices de reposição salarial sejam apontados pela comissão de negociação'', afirmou.
Segundo Castro, a contraproposta do sindicato é ''possível'' de ser aplicada desde que haja sensibilidade da Prefeitura. ''Ela é possível se houver o bom senso da administração, já que mantém a comissão de negociação o que não representa reajuste imediato'', argumentou.
A Folha tentou entrar em contato com o secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, mas ele não foi localizado. Administração e sindicato voltam a se reunir dia 19.


