Sindiserv realiza assembléia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de março de 2002
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
Os servidores da Prefeitura de Londrina realizam hoje assembléia para discutir as reivindicações apresentadas à administração municipal. Os servidores querem reposição de 14,86%, referente às perdas salariais do período de 2000 a 2001, calculadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) se reuniram ontem, pela terceira vez, com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Rubens Menoli, mas nenhum índice foi apresentado.
Acho que a negociação está bastante difícil. Não conseguimos sair da mesa com uma proposta definitiva. Na assembléia, vamos levar o que foi discutido e vai ser complicado. É possível ser tirado o indicativo de greve, alertou a presidente do Sindiserv, Marlene Valadão Godoi.
Segundo Marlene, a prefeitura alega a dificuldade de conceder o aumento devido à Lei de Responsabilidade Fiscal e à falta de recursos. Temos uma margem de negociação porque a prefeitura pode oferecer algum índice. Temos o conteúdo do orçamento do ano passado, previsão de gastos e de arrecadação, e acreditamos que há margem para que o servidor não saia de bolso vazio, justificou.
Conforme o secretário, que responde interinamente pela pasta da Fazenda, apesar de não ter sido apresentado nenhuma contraproposta, a intenção é continuar as conversações na próxima semana. A situação no momento não permitiria acenar com nenhum índice. Estamos com boa vontade de aprofundar as discussões e verificar o que podemos fazer.
Sobre a possibilidade de paralisação levantada pelo sindicato, Menoli acredita na compreensão do funcionalismo. Eu acho que o sindicato conhece profundamente a situação do município. O prefeito, no ano passado, com dificuldades, cumpriu todas as obrigações com o funcionalismo. Acredito que o funcionalismo vai analisar e verificar os esforços da administração, argumentou. Quem é que não gostaria de dar a reposição, mas não dá para fugir da realidade do município, completou Menoli.


