Patrícia Zanin
De Londrina
A suspensão do desconto em folha de pagamento das contribuições sindicais dos servidores do Paraná, que está levando o governador Jaime Lerner (PFL) para a Organização Internacional do Trabalho causou, segundo sindicalistas, sérios prejuízos às entidades.
O Sindisaúde, sindicato que representa os servidores públicos estaduais da saúde, conseguiu na Justiça manter o desconto mas, obrigado pelo governo a recadastrar seus sindicalizados, não conseguiu o número anterior. Isso, segundo a entidade, fez cair dois terços de sua arrecadação.
Dos 4,5 mil filiados ao Sindisaúde, 1,5 mil foram recadastrados até agora pela entidade. ‘‘O fato de ter derrubado da folha pessoas que já estão filiadas e que em momento nenhum pediram para sair tira dessas pessoas a liberdade de continuar filiada’’, reclamou. Segundo a direção do Sindisaúde, dos 24 mil mensais obtidos até o ano passado, agora a entidade só arrecada R$ 8 mil por mês.
Para a diretora do sindicato, Cristina Muller, o recadastramento foi uma estratégia para dispersar o poder de luta dos sindicatos. ‘‘E uma forma de nos afetar financeiramente’’, avaliou. Ainda assim, o governo cobra 5% das entidades pela prestação do serviço. ‘‘Essa taxa já foi de 1%’’, diz.

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