Sindiprol rebate Lygia Pupatto sobre salários de professores
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sexta-feira, 30 de março de 2007
Fábio Cavazotti<BR>Reportagem Local 
A presidenta do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Londrina (Sindiprol), Inês Almeida, afirmou que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem 182 professores com salário até R$ 960. A informação contraria declaração da secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto, publicada pela FOLHA neste mês, de que em todo o Paraná apenas 48 professores receberiam o salário base de R$ 960 - padrão para início de carreira sem pós-graduação.
''Naquela entrevista a secretária quis dar a entender que está tudo certo, mas até os números que ela passou estão incorretos. Além disso, esse salário é humilhante para o professor universitário'', afirmou Inês. A professora admite que adendos ao salário como tempo de serviço e insalubridade não foram incluídos no cálculo do Sindiprol. Ela disse ainda que aproximadamente 22% dos docentes da UEL - 344 professores - recebem menos que R$ 1.800, que é o piso salarial dos técnicos-administrativos.
''O que queremos é equiparar o salário base dos professores aos de outras categorias do Estado. Além dos técnicos das universidades, outras carreiras também receberam aumento'', disse. Como exemplo ela citou o salário inicial do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que foi reajustado para R$ 2,6 mil. ''Essas diferenças são um disparate'', criticou.
Os sindicatos de professores das universidades estaduais travam uma queda de braço com o governo do Estado, desde 2006, em torno da questão salarial. No início do ano, as partes criaram uma comissão de negociação que deve se reunir no próximo dia 4. ''Esperamos que eles nos apresentem uma proposta de índice. Queremos agilidade nessa negociação'', afirmou Inês Almeida.
A secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto, disse à FOLHA, por meio da assessoria de imprensa, que o ''número de 48 docentes - citado na entrevista - se refere aos docentes que dedicam tempo integral à instituição''.''Os dados foram fornecidos pelas próprias instituições'', complementa o documento. Segundo Lygia, o governo vai conceder reajuste aos professores se houver disponibilidade de caixa.


