Curitiba - A presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Paraná (Sindilegis/PR) em exercício, Diva Scaramella Ogibowski, desistiu do mandado de segurança protocolado no Judiciário na tentativa de impedir o fornecimento total ao Ministério Público (MP) do Estado de dados funcionais e financeiros dos servidores da Assembleia Legislativa (AL). O Judiciário já havia até acatado liminarmente o pedido, embora de forma parcial: o fornecimento de dados ao MP só foi permitido no caso dos funcionários lotados na presidência da AL. A assessoria de imprensa da presidente do Sindilegis em exercício informou à Reportagem que a desistência ocorreu porque ela teria assinado uma autorização para dar entrada com o mandado de segurança ''sem saber exatamente o que estava assinando''.
Ela teria sido procurada em março para assinar uma procuração pelo ex-diretor-geral da AL Abib Miguel, presidente do Sindilegis afastado e denunciado ontem pelo MP, e também pelo atual diretor de pessoal da AL, Antônio Carlos Gulbino, que é tesoureiro do Sindilegis. Gulbino foi escolhido pelo presidente da AL, Nelson Justus (DEM), para assumir o comando da diretoria de pessoal após a saída de Cláudio Marques da Silva, também denunciado ontem pelo MP. A Reportagem não conseguiu contato com ele.
No mesmo dia em que ocorreu a desistência do mandado de segurança, o MP anunciou que entrou com embargos de declaração no Judiciário para que sejam esclarecidos pontos do despacho que acatou parcialmente o pedido de liminar do Sindilegis.

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