Sindicatos pedem que deputados votem contra
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terça-feira, 03 de março de 1998
Patrícia Zanin 
Representantes de 12 sindicatos, a maioria deles formada por servidores públicos, vão encaminhar um abaixo-assinado aos cinco deputados federais de Londrina pedindo que eles votem contra a reforma da Previdência no segundo turno. Ontem, os sindicalistas se reuniram no INSS para elaborar o abaixo-assinado e alertar os deputados que eles terão o troco nas eleições. O código de trânsito está dando resultado porque mexe no bolso. No caso dos deputados, o troco virá onde eles mais sentem: nas urnas, sentencia Jorge Rodrigues Nunes (foto), da Anfip (Associação Nacional dos Fiscais da Previdência).
De acordo com Nunes, no primeiro turno, apenas os deputados Paulo Bernardo e Nedson Micheleti, do PT, votaram a favor dos trabalhadores, enquanto os governistas Luiz Carlos Hauly (PSDB), Antônio Ueno (PFL) e José Janene (PPB) foram contra os interesses da classe trabalhadora. Eles foram eleitos com carta branca do povo para defender os interesses da população e não do governo, critica. Além do abaixo-assinado, os representantes das entidades pretendem propor a realização de um debate público com os cinco deputados.
Nunes explica que as entidades não são contrárias à reforma da Previdência, mas entende que se o governo ampliasse o combate às fraudes e pagasse seus débitos com o setor, não haveria necessidade de mudanças. Além do mais, é injusto mudar as regras no meio do jogo, alega.
Entre os itens que os sindicatos esperam que sejam revistos estão a eliminação da exigência de idade mínima para a aposentadoria, garantindo apenas os 35 anos de contribuição, o fim da necessidade de trabalhar 40% a mais para obter a aposentadoria proporcional e 20% para a aposentadoria integral (no caso de o trabalhador se enquadrar na chamada regra de transição - 53 anos para o homem e 48 anos para a mulher) e a não aplicação do redutor de 30% na aposentadoria para servidores públicos.


