Sindicatos já comandados por Ribeiro também pedem renúncia
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Edson Ferreira <br> <br> Reportagem Local 
Mesmo com a licença médica de dez dias, a vencer no próximo dia 22, o prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (sem partido), não estará livre da pressão de vários setores da sociedade que cobram a renúncia dele. Ontem, mais quatro entidades se manifestaram pela saída do chefe do Executivo, inclusive os sindicatos que já foram presididos pelo prefeito, que é contador.
O Sindicato das Empresas Contábeis e da Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa de Londrina e Região (Sescap) e o Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon) protocolaram na prefeitura um documento, assinado também pelo Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL), tratando da ''preocupação com o grave momento político de nossa cidade''. O presidente do Sescap, Marcelo Esquiante, informou que Ribeiro deixou a presidência do sindicato em 2009, para assumir o cargo de vice-prefeito de Barbosa Neto (PDT).
''Queremos deixar claro que enquanto presidente e empresário do ramo, nunca teve nada que o desabonasse, tanto que quando se candidatou teve o apoio da categoria'', falou Esquiante. Ribeiro também presidiu o Sincolon por três gestões, entre 1987 e 1998.
Segundo as entidades, a confissão de Ribeiro de que recebeu R$ 150 mil das empresas que forneceram uniformes para a administração municipal, mesmo que tenha sido o ''mensageiro'', repassando a propina para outros agentes públicos, ''veio a descredenciá-lo das qualidades e atributos de homem público''. Ressaltando que o prefeito tem o direito de se defender na Justiça após a provável oferta da denúncia pelo Ministério Público (MP) do Paraná, na nota encaminhada à imprensa as entidades afirmam que ''a conduta que imputou a si mesmo é frontalmente contrária aos preceitos de bom uso da verba pública, aos princípios da eficiência e probidade na administração pública e à capacidade de liderança de que a cidade carece nesse momento''.
Também o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina (Sindimetal) pediu a renúncia de Joaquim Ribeiro. De acordo com o sindicato, ''os últimos acontecimentos em Londrina mostram claramente que a cidade precisa tomar uma atitude'' e que a saída do prefeito ''é a única atitude que consideramos adequada para que a cidade volte à sua normalidade''.
Outras entidades de Londrina também já se manifestaram pela renúncia de Joaquim Ribeiro, como a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte), Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Londrina e Sociedade Rural do Paraná (SRP). O presidente da OAB, Elizandro Pellin, não descartou eventual ação civil pública na Justiça, em nome da Ordem, pedindo o afastamento de Joaquim Ribeiro.


