Sindicatos e Prefeitura não comentam relatório
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Nem o sindicato que representa os trabalhadores do sistema, o Sinttrol, nem o que representa as empresas concessionárias, o Metrolon, quiseram se manifestar ontem sobre o relatório final da CEI. Tampouco membros do Executivo contatados para receber o documento, pela assessoria da Câmara, recepcionaram os representantes da Casa que foram até o prédio vizinho levar o material de 110 páginas: em vez do vice-prefeito José Joaquim Ribeiro (PSC), do secretário de Governo, José do Carmo Garcia, ou do procurador-geral, Vicente Marques, os sete parlamentares, liderados pelo presidente do Legislativo, José Roque Neto (PTB), protocolaram o relatório na secretaria de gabinete.
O coordenador do Núcleo de Comunicação da Prefeitura, José Otávio Ereno, negou que houvesse agenda dos representantes da Câmara com os nomes citados do alto escalão. ''O Ribeiro não tinha agenda com o pessoal da Câmara, mas qualquer um lá poderia receber o protocolo.'' A assessoria de Roque Neto, contudo, afirmou que o próprio chefe do Núcleo confirmara, horas antes das 14 horas, que o vice-prefeito aguardaria o relatório naquele horário. A mesma informação foi repassada pela assessoria do Legislativo.
O presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, disse desconhecer se a proposta de abono emergencial apresentado ontem pelo Metrolon pode ter sido influenciada pelo relatório da CEI. ''Mal conheço as propostas da CEI, não tomei conhecimento do relatório final'', resumiu. O mesmo discurso foi adotado pelo secretário-geral do Metrolon, Gildalmo de Mendonça: ''Não tivemos acesso ainda a esse relatório; vamos inclusive conversar e provavelmente amanhã (hoje) nos manifestaremos sobre o documento em coletiva''.
Presidente da CMTU em 2003, quando da licitação para o transporte, Wilson Sella negou fraudes no certame. ''Não tive acesso ao relatório da comissão, mas é fato que teve audiência pública, à época, para tratar da questão - o que estão fazendo agora é política pura.'' O presidente da CMTU em 2008, Mauro Yamamoto, não atendeu os telefonemas.


