Sindicato vai propor ação contra o Estado
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terça-feira, 15 de agosto de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) vai entrar na Justiça com uma ação civil pública contra o governo do Estado por causa do contrato firmado entre a Secretaria da Segurança e as empresas locadoras de veículos. Também será pedida a quebra do sigilo bancário do governador Jaime Lerner (PFL), o rompimento dos contratos com as locadoras e o ressarcimento das contas pagas. A decisão foi tomada após o recebimento das planilhas de custos do Departamento Estadual de Transporte Oficial que demonstram que foram gastos pelo Estado cerca de R$ 75 milhões nos últimos cinco anos com a locação de 402 carros.
Isto é um absurdo. Enquanto o Estado gasta com locação destes veículos, o dinheiro do Funrespol (Fundo Especial de Reequipamento da Polícia Civil) está sendo retido, denunciou Luiz Bordenowski, presidente do Sinclapol.
Em recente reportagem da Folha, foram divulgados os demonstrativos de valores do Funrespol, que arrecadou R$ 22,5 milhões de 95 a 99. No entanto, apenas R$ 5,1 milhões foram investidos na Polícia Civil. Mais de R$ 16,4 milhões teriam sido encaminhados a outras secretarias.
Os documentos encaminhados à Folha, demonstram que da frota locada aparecem veículos dos anos de 93 a 96. Todos têm o mesmo custo para o governo. Isto é um desperdício do dinheiro público, atacou Bordenowski.
Procurado pela Folha, o procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, disse não ter conhecimento dos contratos feitos com a Cotrans e que irá aguardar a ação civil pública antes de se pronunciar oficialmente. Acho que tudo não passa de sensacionalismo, mas tenho que analisar a ação, afirmou.
O secretário da Segurança, José Tavares, informou que não quer se pronunciar sobre o assunto até que a ação seja impetrada na Justiça. Sobre os recursos do Funrespol, a secretaria da Fazenda informou que todos os débitos foram quitados até o final do ano passado.


