Imagem ilustrativa da imagem Sindicato questiona projeto que prevê instalação de plaquetas de braille em táxis
| Foto: Núcleo de Comunicação/Prefeitura de Londrina

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Carlos Fernandes de Almeida, enviou um ofício nesta terça-feira (19) à Câmara Municipal comunicando a posição do órgão sobre o projeto do vereador Douglas Carvalho Pereira (PTB) que determina a instalação de plaquetas de braille nos táxis que circulam em Londrina. A proposta foi protocolada no final de janeiro e já passou pela Comissão de Justiça, que quer a opinião de entidades ligadas ao tema.

Almeida disse concordar com a ideia, mas questionou alguns pontos, como o tipo de material que será usado, quem irá arcar com a colocação do aparelho e onde ele será implantado nos veículos. A reportagem não conseguiu contato com o sindicalista.

Para o autor da iniciativa, são dúvidas fáceis de serem respondidas. "Em Curitiba, onde isso já é realidade, há dois tipos de placas, aquelas confeccionadas em metal e também adesivos com o desenho do braille. É uma oportunidade para os taxistas embutirem outras informações, como o nome de um aplicativo da categoria, por exemplo", disse.

O vereador prefere não considerar a colocação das plaquetas como um custo, mas sim um investimento dos motoristas. "É um projeto que irá beneficiar quem tem algum tipo de deficiência, principalmente a visual. As pessoas poderão avaliar o serviço, saber se o condutor cumpriu certinho com a viagem. Além disso, se a atividade for bem executada, a 'propaganda' de boca a boca será eficiente", comentou.

Em uma consulta preliminar, Pereira afirmou ter encontrado "plaquetas por menos R$ 20. É um preço baixo. Na capital paranaense, o apetrecho é instalado no painel na frente do passageiro e na porta traseira para quem entra". Conforme o projeto, as placas serão moldadas em formato 7x4 cm (sete por quatro centímetros).

De acordo com Douglas Pereira, a medida seria um dos fatores determinantes para que a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) renove ou conceda o licenciamento para os táxis. A respeito desse item, o sindicato do grupo observou que "um novo estudo será feito sobre a lei que regulamentou o funcionamento da categoria em Londrina". A norma entrou em vigor em 2010.

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