Primeiro de Maio O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina), Edílson Devéquio, deve protocolar ainda esta semana uma ação popular contra a administração municipal. A iniciativa questiona a criação de 18 cargos comissionados em plena campanha pela reposição salarial de 31%, negociada para 11,12% divididos em duas parcelas. A iniciativa é semelhante à adotada pelo presidente do sindicato em Londrina, Marcelo Urbaneja, contra os 24 cargos criados na administração Nedson Micheleti (PT).
A Câmara de Vereadores da cidade já aprovou em duas discussões a última aconteceu ontem à tarde a criação dos novos postos, bem como o projeto de lei do Executivo que propõe o parcelamento da reposição em duas vezes. A matéria também aprovada em dois turnos prevê 5,6% agora e 5,6% em setembro, motivo de reclamação por parte do sindicato. ''A reposição total seria de 31%, já baixamos para facilitar a negociação. Se há dinheiro para criar 18 cargos agora, tem de haver também para atender nossos mais de 300 servidores'', declarou Devéquio. De acordo com ele, deve acompanhar a ação também uma assembléia que discutirá o indicativo de greve.
O procurador jurídico da Prefeitura de Primeiro de Maio, Newton Rodrigues, argumentou que nem todos os 18 postos criados serão necessariamente nomeados para as funções. Conforme Rodrigues, os cargos com salários entre R$ 555 e R$ 750 atendem a uma demanda ''emergencial'' que não suportaria aguardar concurso público. ''Esse pessoal tem que entender que o sol nasceu para todos, há outras pessoas que precisam trabalhar'', justificou. Sobre a reposição imediata, o procurador disse que ela é inviável porque não haveria dinheiro em caixa. ''Até setembro, dá tempo de recuperar o IPTU que estava atrasado e que está sendo executado'', afirmou.

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