Sindicato quer reenquadrar servidores
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de janeiro de 2011
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Paraná (Sindilegis), eleito ontem, diz existirem ameaças de que a futura Mesa Diretora da Casa não irá negociar benefícios com os representantes dos funcionários. Edenílson Carlos Ferry, o Tokka, permanecerá no cargo que já ocupa desde março do ano passado, quando uma junta interventora assumiu o sindicato em meio a série de denúncias que envolveram seu então presidente Abib Miguel e também a vice, Diva Scaramella.
De acordo com Tokka, a principal reivindicação dos servidores agora é promover o reenquadramento dos funcionários. ''Queremos que a situação de todos os funcionários seja regularizada e vamos reivindicar tudo que já foi aprovado como nosso direito, como algumas gratificações. A perda salarial dos servidores da Assembleia é muito grande. É a maior do Estado''. No entanto, o presidente do sindicato não soube informar de quanto seriam as perdas.
Segurança comissionado da Casa há 32 anos, ele explica que ainda não conversou com os integrantes da Mesa atual sobre as questões levantadas. Segundo Tokka, o possível futuro presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB) - único candidato ao posto até o momento - já teria dado sinais de que pretende endurecer as negociações com o sindicato.
O presidente do sindicato disse que pretende realizar fiscalizações do trabalho e assiduidade dos servidores do legislativo. ''Se a Assembleia não passa mais por aquela nuvem que estava há pouco, é por causa dos servidores. E vamos continuar com uma marcação ferrenha''.


