Com a autorização da Câmara de Vereadores para que a Prefeitura de Londrina realize concurso público para contratação de 493 agentes comunitários de saúde, a preocupação da categoria agora é com a valorização da experiência profissional na seleção. Em atividade por meio de sucessivas contratações temporárias, muitos dos atuais 350 agentes já somam 13 anos de vínculo com o serviço na cidade.
Conforme a delegada regional do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Paraná (Sindacs/PR), Márcia Kitano, é "uma questão de justiça" estabelecer critérios de pontuação pelo tempo de trabalho. "Os agentes estão preocupados com isso, porque se ficar apenas nas questões teóricas como português e matemática, eles sentem que será melhor para quem acabou de se formar e não para quem já tem toda essa experiência."
Márcia lembrou ainda que a categoria já sofreu diretamente com os escândalos políticos envolvendo a saúde em Londrina, como as investigações da Polícia Federal (PF) sobre desvios de recursos no Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) e os supostos superfaturamentos de notas fiscais no Instituto Gálatas, denunciados pelo Ministério Público (MP) do Paraná. "Daquele ano (2011), quando houve esses problemas, até hoje estamos contratados pelo município em regime especial, com dois testes seletivos", comentou a sindicalista.
Os primeiros agentes comunitários de saúde foram contratados em 2001, em regime temporário, pelo município. Depois, o Programa Saúde na Família (PSF) passou a ser administrado pela Santa Casa de Londrina, até ocorrer a transição para o Ciap. "Tem gente que até hoje não recebeu os direitos trabalhistas, por isso a contratação temporária é ruim."

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