Sindicato protesta contra Lerner
Um grupo de funcionários do Sindicato dos Servidores Públicos da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e afins (Sindi/Seab), ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pertencente ao quadro geral, entregou ontem à tarde aos deputados estaduais uma carta aberta de protesto contra os baixos salários da categoria. Os servidores públicos alegam que o governo do Estado não está cumprindo a sua parte e que não há reajuste de salários há pelo menos 930 dias.
Na carta entregue aos parlamentares de oposição e de situação, os sindicalistas criticam a política salarial adotada pelo governo Jaime Lerner e dizem que cerca de 250 mil pessoas, sob a responsabilidade dos 42 mil funcionários do quadro geral, passam por dificuldades financeiras. O último índice de reposição salarial de 10% foi concedido em agosto de 95, relembra o documento.
De acordo com um quadro reproduzido pela categoria - com base em dados fornecidos pelo próprio governo e para demonstrar o arrocho salarial - dos 42 mil servidores estaduais, 31.210 percebem remuneração (salário mais adicional por tempo de serviço) de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 360,00. E outros 13.660, até dois mínimos, ou seja, por volta de R$ 240,00. No nível operacional, os salários iniciais são de R$ 141,00.
O protesto dos servidores não sensibilizou o Palácio Iguaçu. A Secretaria da Administração informou ontem que não há previsão para reajuste salarial e que o acordo feito no final do ano passado, entre a Fazenda, Planejamento e Administração, de aumentar os salários somente quando houver implemento na arrecadação, continua valendo. Entendemos todas as dificuldades pelas quais passam os servidores, mas não podemos tomar medidas administrativas sem que o aumento na arrecadação se concretize, condicionou o diretor geral de Recursos Humanos da Secretaria da Administração, Luiz Afonso Caprilione Herbano. (L.D)





