Sindicato pede bloqueio de repasses para Tolimp
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fábio CavazottiReportagem Local 
O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Siemaco) protocolou ontem na Justiça do Trabalho uma medida cautelar visando bloquear o repasse de verba da prefeitura para a empresa Tolimp. O objetivo da medida é garantir o pagamento de salário de 517 funcionários. A Tolimp mantém contrato de R$ 632 mil mensais com a prefeitura para realização de limpeza em prédios públicos municipais. Segundo cálculos do Siemaco, o débito com os trabalhadores, relativo aos salários de dezembro e férias de final de ano, é de aproximadamente R$ 400 mil.
''Nossa preocupação era com o emprego do pessoal, por isso não havíamos protocolado antes. Mas, em assembléia, a situação foi considerada tão crítica que os trabalhadores resolveram correr o risco'', afirmou o advogado do sindicato, Flávio Petrilo. A medida cautelar também faz uma projeção dos gastos com rescisão de contrato dos funcionário se a empresa sofrer agravamento da situação financeira. ''Já estamos trabalhando com essa hipótese'', afirmou. Se a Justiça do Trabalho acatar a liminar integralmente, com previsão de gastos para rescisão dos contratos, o valor do bloqueio deve ultrapassar R$ 1 milhão.
Segundo o Siemaco, a preocupação com a saúde financeira da Tolimp tem suas razões - a empresa que a antecedeu na prestação dos mesmos serviços à prefeitura, a Igapó Serviços de Limpeza, deixou um passivo trabalhista com 360 funcionários em 2006. Na época, a Igapó começou a atrasar os salários a poucos meses do final do contrato com a prefeitura e não fez o acerto das rescisões com os trabalhadores. Do total, 320 processos já foram resolvidos, mas o valor da multa de 40% do FGTS ainda está sendo cobrado na Justiça do Trabalho.
''Estamos assistindo à mesma história. Os problemas começam perto do fim do contrato. Por isso, ficamos mais atentos'', disse Isabel Aparecida de Souza, que é presidente do Siemaco.
O secretário municipal de Gestão Pública e Procurador do Município, Nilso Paulo da Silva, reiterou ontem que o contrato com a Tolimp poderá ser rompido se a situação não for normalizada. Ontem, a prefeitura começou a tomar depoimentos de funcionários para instruir abertura de inquérito administrativo. A Tolimp também foi intimada a prestar informações sobre o atraso nos salário ''com urgência''.
Terminal
Os 32 funcionários da empresa Irineu Picinini Consultoria Trabalhista, que fazem a limpeza do Terminal Urbano, voltaram ontem ao trabalho. A empresa, que é controlada pelo mesmo grupo proprietário da Tolimp, fez um acordo para depositar imediatamente em favor dos funcionários a verba de R$ 14 mil repassada ontem pela CMTU. Um funcionário da CMTU acompanhou o representante da Irineu Picinini até o banco para fiscalizar o depósito.


