Sindicato faz pressão contra concessões
Emerson Cervi
De Curitiba
Representantes dos transportadores de cargas do Estado e políticos debatem hoje o modelo de concessão de rodovias do Anel de Integração. O encontro vai reunir o senador Osmar Dias (PSDB-PR), o deputado federal Gustavo Fruet (PMDB-PR), o deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB) e diretores do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar), em Curitiba. A reunião está marcada para às 10 horas, na sede do sindicato.
O setor pretende conseguir apoio de políticos para defender a idéia de mudanças na privatização das estradas pelo governo do Estado, principalmente exigindo maior participação dos usuários.
Para o presidente do Setcepar, Rui Cichella, o modelo adotado no Paraná é equivocado. Um programa de 24 anos de duração que tem todos esses problemas no início não pode estar certo, é melhor encontrar alternativas agora do que empurrar os problemas para o futuro, disse.
O Setcepar está organizando um seminário sobre pedágio para o dia 18 de fevereiro, com a participação do presidente da subcomissão de pedágio da Câmara Federal, deputado Airton Cascavel (PPS-RO). Nesse dia queremos discutir com governo, políticos, concessionárias e usuários um reajuste de tarifa que não inviabilize o transporte de cargas, afirmou Cichella.
O dirigente defende a rediscussão do cronograma de obras para manter as tarifas de pedágio em patamares aceitáveis. Atualmente, o usuário do Anel de Integração paga menos de R$ 0,03 por quilômetro em rodovias pedagiadas. Com o reajuste de mais de 100% previsto para o dia 27 de fevereiro pelas concessionárias, esse valor passaria dos R$ 0,06. Esse aumento está suspenso pelo Tribunal Regional Federal até julgamento de agravo regimental.
Recentemente, o Ministro dos Transportes anunciou mudanças no programa federal de concessões para manter as tarifas em R$ 0,03 por quilômetro. O Paraná não pode ficar tão distante dos valores nacionais, completou.
Outra alternativa para evitar a alta das tarifas é o fim dos trechos de estradas secundárias que as concessionárias têm que conservar sem cobrar pedágio. São mais de 300 quilômetros de rodovias, que representam cerca de 15% do trecho pedagiado. Esses serviços têm que ser custeados pelo poder público, com a arrecadação do ICMS sobre combustíveis ou IPVA, e não indiretamente pelos usuários.





