Sindicato emite nota de repúdio à ''prisão arbitrária''
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná divulgou ontem, em Curitiba, uma nota oficial na qual repudia a prisão arbitrária e criminosa do apresentador da TV Tarobá e radialista Edson Morais pela cúpula da 15ª SDP. Ele foi detido por policiais do serviço reservado da Polícia Militar (P2) na quarta-feira à tarde, em Cascavel. O apresentador foi solto na madrugada de quinta-feira, depois de pagar fiança.
No carro de Morais foram encontrados dois pacotes com maconha e cocaína. A acusação de que o jornalista estaria portando drogas em seu carro é absurda, tendo sido certamente forjada pelos policiais, diz um dos trechos da nota do sindicato. O texto também afirma que Morais é profissional respeitado em Cascavel. Não o fosse, por sua liberação certamente não teriam estado na delegacia cerca de 130 profissionais da imprensa, tampouco haveria uma nota oficial redigida por 85 pessoas e subscrita pela Ordem dos Advogados do Brasil.
A nota oficial, assinada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Mário Messagi Júnior, solicita providências sobre o caso ao governador Jaime Lerner (PFL) e ao secretário de Segurança, José Tavares. O sindicato também pede o afastamento do delgado-chefe da 15ª SDP, Haroldo Davison, até o término das investigações. A afastamento de Davison apenas dos casos relativos à eleição não basta. A sociedade quer paz em Cascavel e, da polícia, sobretudo, Justiça.
Tavares estava ontem no interior do Estado e não foi encontrado para dar declarações.


