Ao mesmo tempo em que movimentos que pediam o impeachment de Dilma Rousseff tomavam a avenida Paulista, um ato a favor do governo acontecia na sede do Instituto Lula, na zona sul de São Paulo, na tarde de ontem. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pela CUT e contou com palco, carro de som e barraquinhas de comida e bebida, além de baterias de escolas de samba. Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, o evento é um desagravo à bomba caseira lançada no Instituto Lula há duas semanas e também um apelo para que se chegue ao fim do clima de polarização que domina a cena política brasileira desde as eleições de 2014.
Depois de uma reunião de avaliação no Palácio da Alvorada, a presidente determinou que nenhum de seus ministros desse entrevistas a respeito das manifestações de protesto neste domingo. "Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, o governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática", foi a nota emitida pelo governo.

DESCULPAS

Na quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai lançar em conjunto com as Confederações da Indústria, do Comércio, da Agricultura, do Transporte, da Saúde e das Instituições Financeiras uma "Carta à Nação". O documento vai conter críticas à situação da economia e apontar sugestões para superar as dificuldades. O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, divulgou nota na qual afirma que Dilma "precisa pedir desculpar ao Brasil" por ter apresentado uma realidade econômica "inexistente" no período de campanha eleitoral.

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