Sindicato dos Bares vai opinar sobre lei
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quinta-feira, 05 de maio de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Londrina retirou de pauta ontem o projeto de lei que proíbe a comercialização e o uso de bebidas alcoólicas em estabelecimentos públicos da cidade. Segundo Paulo Arildo (PSDB), autor da medida, o documento será encaminhado ao Sindicato de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares para que a entidade se manifeste com sugestões. A entidade tem o prazo máximo de 30 dias.
O projeto engloba prédios públicos tanto dos setores de Educação e Saúde quanto de outros ligados à prestação de serviços públicos. Aqui, pela concepção original do documento, entrariam, por exemplo, terminais de transportes rodoviário e coletivo, ginásios de esportes como o Moringão, estádios como o Café e mercadões municipais.
A matéria encontrou resistência por parte do Sindicato logo após a primeira votação, no último dia 19. Agora, foi a vez de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa emitir parecer contrário à matéria.
De acordo com a presidente da CCJ, vereadora Sandra Graça (PDT), a negativa da Comissão foi ante a emenda supressiva proposta por Arildo, semana passada. Ela se refere à iniciativa do tucano de não especificar o teor alcoólico das bebidas comercializadas nos locais citados pelo projeto. Isso é inconstitucional e ilegal, pois já existe legislação federal e estadual que normatiza essa proibição, comentou a pedetista.
Além do parecer, a CCJ fez uma observação ao projeto: boa parte dos estabelecimentos se trata de prédios públicos, mas com atividades privadas cedidos pelo Município ou sob permissão de uso. Da forma como está, não vai interferir, por exemplo, em mercados municipais nem na Rodoviária, que é um condomínio e tem autonomia de gestão, destacou Sandra, estendendo a ressalva também ao Moringão e ao Café. Segundo a parlamentar, a situação mudaria somente para os terminais de transporte coletivo, já que exercem atividade pública. Os demais não há como impedi-los, mesmo porque receberam alvará para venda desses produtos, completou.
Paulo Arildo se disse surpreso com a manifestação da CCJ. Não entendo a posição, até porque, em São Paulo, por exemplo, desde 1997 não se vende bebida alcoólica em estádio e ginásio, citou.


