Sindicato defende afastamento Osmani Costa De Londrina A presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol), investigadora Solange Pinheiros de Freitas, se utilizou ontem de uma resolução do secretário estadual de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, para solicitar o afastamento de três delegados de Londrina: Wanderci Corral Fernandes – delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial –, o delegado-operacional Valdir Abrahão, e o superintendente da 10ª SDP, Admílson Batista. Os três foram acusados na semana passada, pelo investigador Paulo Roberto Oliveira, de envolvimento e proteção a quadrilheiros ligados ao narcotráfico. De acordo com a resolução de Cândido de Oliveira, em vigor desde julho do ano passado, ‘‘os policiais e servidores acusados administrativa ou criminalmente, por fato grave e de repercussão social, ficarão afastados de suas funções até a conclusão dos inquéritos ou processos administrativos’’. Segundo a presidente do Sindipol, esta resolução foi usada várias vezes por Wanderci Fernandes para afastar ou transferir investigadores e delegados distritais. ‘‘Para o delegado-chefe, esta resolução era a bíblia; vivia exposta em edital. Agora, o papel sumiu’’, afirmou. De acordo com ela, esta maneira discriminatória de praticar a resolução é inconstitucional e inconcebível. ‘‘A lei deve valer para todos, de maneira igual, e não somente para os subalternos. As denúncias contra os três delegados são sérias, tiveram ampla repercusão social e eles devem ser afastados’’, ressaltou. Ela anunciou ainda que tem recebido telefonemas anônimos com ameaças de morte nos últimos dias. ‘‘Já registrei queixa no plantão da polícia. Mas vou pedir proteção e segurança de vida para quem?’’, perguntou, irônica. O delegado-chefe Wanderci Corral Fernandes disse não se lembrar se usou a resolução para afastar ou transferir investigadores e delegados. ‘‘Se afastei ou transferi, foi porque cometeram alguma falta que ficou comprovada. Mas não me recordo de ter usado o que prevê a resolução citada’’, comentou ele. Fernandes não quis avaliar se a acusação contra ele e os dois colegas se enquadra no previsto pela resolução do secretário de Segurança. ‘‘Meu cargo está à disposição dos superiores. Estou tranquilo e saio assim que receber ordem superior’’.