Sindicato da Receita diz que reforma é golpe
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sexta-feira, 18 de abril de 2003
Das agências 
Brasília - O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a Unafisco Sindical, lançou anteontem uma nota classificando de golpe e quebra do contrato social a reforma previdenciária anunciada pelo governo federal. De acordo com documento assinado pelo presidente da entidade, Paulo Gil Introíni, a proposta ''reafirma a política do fundamentalismo de superávit primário, que foi exaustivamente adotada pelo ex-ministro (da Fazenda) Pedro Malan e duramente criticada pelo PT durante os oito anos de governo FHC''.
Para a Unafisco, a cobrança de contribuição dos servidores inativos representa um ''confisco de renda'', que será transferida aos banqueiros e credores internacionais do País. ''O candidato Lula assumiu, durante a campanha eleitoral, o compromisso de respeitar os contratos com os grandes investidores, mas, agora, o seu governo está quebrando o contrato social firmado com os beneficiários da Previdência Social'', informa a nota. ''Vamos organizar uma forte resistência e, caso seja necessário, acionaremos a Justiça contra esse golpe do governo.''
Os auditores da Receita também criticam a proposta de reforma tributária por ser ''extremamente generosa'' com o setor empresarial porque mantém privilégios do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, como a dedução de juros sobre o capital e a isenção de lucros e dividendos e de remessas de capital para o exterior. Segundo a Unafisco, a reversão desses benefícios renderia pelo menos R$ 10 bilhões por ano aos cofres da União.


