Sindicato apela ao MP para reduzir pedágio
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terça-feira, 07 de dezembro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral do Paraná (Sindilitoral) protocolou ontem uma representação no Ministério Público (MP) estadual e na Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon-PR) pedindo para que as concessionárias de pedágio sejam impedidas de praticar novos reajustes. As concessionárias reajustaram a tarifa do pedágio na última quarta-feira de acordo com tabela formulada pelo governo do Estado, porém três entraram na Justiça para aplicar um reajuste maior. Cerca de 70 moradores que residem logo depois da praça de pedágio da Ecovia (que liga o Litoral e Curitiba), também foram ontem ao MP estadual protocolar um pedido de isenção da tarifa. O promotor de Justiça, Divonzir Borges, prometeu recebê-los hoje.
O presidente do Sindilitoral, José Carlos Chicarelli, explicou que a decisão de protocolar uma representação contra as concessionárias veio da constatação da diminuição do turista no Litoral. Segundo ele, o mesmo acontece na região das outras praças. ''O curitibano que descia de 8 a 10 vezes por temporada para o litoral, agora vai 2 ou 3 vezes'', argumentou. O Sindilitoral argumentou ainda que a Ecovia não está investidno em obras, o que justificaria o aumento da tarifa. Depois de protocolar a representação, Chicarelli se reuniu com o governador Roberto Requião (PMDB) para entregar os documentos.
A Ecovia rebateu as acusações feitas pelo Sindilitoral alegando que toda a prestação de contas determinada em contrato foi apresentada ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e que o valor da tarifa pleiteado é coerente. Quanto às obras, a Ecovia informou que investiu R$ 12 milhões de julho deste ano até agora na estrada e que as obras são amplamente divulgadas. Além disso, a concessionária afirmou que nos primeiros dez meses de 2004, em comparação com o mesmo período de 2003, o fluxo de veículos no sentido Litoral aumentou em 6,1% e não diminuiu como alega o sindicato.
Já os moradores que vivem poucos quilômetros após a praça de pedágio da Ecovia reclamam que sempre pagaram pedágio todos os dias para trabalhar ou fazer qualquer outra coisa em Curitiba ou em São José dos Pinhais. Eles alegam que, com exceção da Econorte, todas as outras concessionárias isentam os moradores da região do pagamento da tarifa. ''Tentamos negociar de todos os modos, mas eles alegam que o contrato não permite a isenção'', reclamou Marco Aurélio Groth, que mora em uma chácara logo depois do pedágio, porém trabalha em Curitiba. ''Onde moramos não tem farmácia, mercado, nada. Para tudo temos que passar o pedágio'', argumentou ''Meu marido paga a tarifa todo dia para ir trabalhar. E meu filho é doente e tem que ir ao hospital para tratamento pelo menos três vezes por semana. Pesa muito o pedágio'', contou a moradora Marinês Borba Gonçalves.
Quanto aos moradores, a Ecovia alegou que realmente o contrato de concessão não permite a isenção e também que o caso deles foi analisado e que muitas coisas que foram alegadas não eram verdadeiras.


