O Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada do Sul (Sindserval) está acusando o prefeito João Piovesan Filho (PMDB) de não cumprir a promessa de campanha e demitir 54 funcionários. Em carta aos funcionários em 13 de setembro de 2000, registrada em cartório, Piovesan se comprometeu a não fazer demissões.
Na carta, o prefeito afirma que não iria demitir porque ‘‘todos os funcionários são concursados e não podem ser demitidos imotivadamente, conforme prevê o artigo 41 da Constituição. Segundo, porque o Plano de Governo do Joãozinho terá como prioridade a geração de emprego.’’
Segundo o presidente do Sindserval, Luiz Fernando Camba Filho, a maioria dos 54 demitidos recebia um salário mínimo. Ele afirmou ainda que a prefeitura contratou, no dia 16, 40 funcionários com um salário médio de R$ 1 mil. ‘‘Entramos com uma medida judicial. O prefeito não quis atender aos funcionários e sumiu da prefeitura’’, acusou.
Segundo a procuradora jurídica da prefeitura, Nilza Aparecida Sacoman, não está havendo contratações: ‘‘O prefeito apenas adequou a folha de pagamento dentro do limite exigido pela Lei Fiscal.’’ Ela também contestou a quantidade de funcionários demitidos: ‘‘Foram 53 demissões, e não apenas de funcionários que recebem salário mínimo. Foram demitidos sevidores de cargos comissionados (20%), instáveis, estágio probatório e estáveis’’, rebateu.
O chefe de gabinete da prefeitura, Rodolfo Valentim Zampoli, disse que oficialmente foram demitidos 49 funcionários e nomeados outros 16 para cargos comissionados: ‘‘Revimos algumas exonerações, pois havia funcionários sindicalizados na lista’’, afirmou. Ele argumentou que na época da campanha foram solicitações informações à prefeitura sobre a folha de pagamento. ‘‘Falaram em 47%. Avaliamos então que não iríamos demitir ninguém e até contratar. Ao assumir descobrimos que a folha representava aproximadamente 70% do orçamento.’’ Piovesan não retornou as ligações da Folha.

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