Sindicâncias de patrocínios da Sercomtel ampliam prazos
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terça-feira, 07 de janeiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
As três sindicâncias que correm na Sercomtel para apurar pagamentos de verbas de patrocínios nos últimos cinco anos foram prorrogadas por mais trinta dias. O pedido mais recente, formalizado ontem, é o do grupo que investiga o pagamento de cerca de R$ 59 mil para o Movimento Brasil Competitivo (MBC) como forma de incentivo ao programa Modernizando a Gestão Pública, durante o governo de Barbosa Neto (PDT).
Outras duas sindicâncias são referentes ao pagamento de verbas de patrocínio feitas por meio de agências de publicidade e sem o intermédio dessas empresas. O pedido relativo às duas apurações foi feito no dia 31 de dezembro de 2013. Segundo o presidente da telefônica, Christian Schneider, as solicitações devem-se ao grande volume de trabalho.
As apurações foram iniciadas após análise dos procedimentos de patrocínio e publicidade da Sercomtel pela Câmara de Londrina, para doze entidades, no valor de R$ 3,4 milhões. A auditoria teve início após notificação do Ministério Público ao Legislativo sobre inquérito policial que apura o mesmo caso.
Entretanto, segundo Schneider, diferentemente da auditoria, as sindicâncias analisam mais de 5.300 lançamentos contábeis dos últimos cinco anos, beneficiando quase 300 entidades. O presidente da Sercomtel espera ter novidades dentro de 30 dias.
A dúvida sobre o patrocínio para o MBC existe porque tanto a instituição quanto o ex-prefeito Barbosa afirmavam que o programa seria inteiramente bancado por empresários, sem gasto de dinheiro público. Barbosa e o ex-presidente da Sercomtel Fernando Kireeff dizem que o pagamento foi feito porque a telefônica não deixa de ser uma empresa local e, como tal, deveria participar da modernização da prefeitura.
No levantamento da Câmara datado de fevereiro de 2013, mas divulgado em dezembro do mesmo ano, o termo de patrocínio firmado entre Sercomtel e MBC foi assinado em 19 de março de 2010, enquanto a aprovação do patrocínio só ocorreu em 23 de junho do mesmo ano.
A apuração do Legislativo indicou ainda outros problemas, como a ausência de editais e licitações para a concessão dos patrocínios, a falta de estudos que indiquem os retornos para a telefônica e de obrigações de aplicações do dinheiro, o que prejudica a prestação de contas das beneficiadas.
A auditoria também identificou repasses feitos por meio de uma agência de publicidade, que ficava com o equivalente a 5% do contrato sem, segundo o documento, sem prestação de serviços. A justificativa dada à Câmara é a falta de rubrica suficiente na conta de patrocínio.
Ainda há indícios de patrocínios pagos de forma adiantada mesmo com alerta da Diretoria Administrativa Financeira sobre a má situação das finanças da telefônica; pagamentos feitos por meio de cheques, impedindo a fiscalização; e prazos entre solicitação e concessão de um ou dois dias.


