Curitiba - A Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, criou ontem uma comissão de sindicância para decidir que medidas serão tomadas contra o vereador Pedro Proença dos Santos (PT), que na última sexta-feira, em um surto de fúria, destruiu seu próprio gabinete e outros equipamentos da Casa. Segundo o Regimento Interno, a atitude é considerada quebra do decoro parlamentar e, apesar de pouco provável, pode resultar até na cassação do vereador.
O caso aconteceu por volta das 14h30 de sexta. O presidente da Câmara, Doglair Luiz Nodari (PRP), explica que a Casa estava fechada, já que no período de recesso os funcionários cumpriam expediente apenas pela manhã. Enfurecido, Pedro Facho, como é conhecido o vereador petista, amarrou uma corrente ao portão e engatou em sua caminhonete. Acelerando o veículo, ele arrancou o portão da Câmara.
Em seguida, arrebentou também a porta de entrada e começou a destruir parte da recepção. Pedro Facho ainda foi até seu gabinete e destruiu o que viu pela frente, incluindo computadores e aparelhos telefônicos.
Desde então, o vereador não aparece na Câmara de Rio Branco do Sul. De acordo com Nodari, ele apenas telefonou para o diretor-geral da Casa, Pedro Aparício Oliveira. ''Ele afirmou que estava arrependido, pediu desculpas aos outros vereadores e à população do município, mas não disse qual foi o motivo que o levou a fazer aquilo'', conta o presidente.
Justamente isso é o que quer descobrir a comissão instalada ontem. Ela será composta por três vereadores, que têm prazo de 30 dias para apresentar conclusões sobre o caso. Segundo Nodari, a comissão pode até pedir a cassação de Pedro Facho por quebra do decoro parlamentar. Mas ele mesmo afirma que isso dificilmente vai acontecer. ''Pode chegar a esse extremo, mas normalmente o que se aplica nesses casos é uma advertência ou uma suspensão por 30 dias'', explica.
Além da comissão de sindicância da Câmara, Pedro Facho também terá que responder a um inquérito policial por depredação de patrimônio público, instaurado na delegacia de Rio Branco do Sul. O petista também terá que pagar pelos estragos resultantes de seu dia de fúria. De acordo com Nodari, os gastos podem chegar a R$ 4 mil.

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