A comissão de sindicância interna aberta pela Sercomtel em 6 de outubro deste ano pediu mais 20 dias úteis para concluir os trabalhos de investigação. Ela apura o vazamento de informações, documentos e contas telefônicas da empresa, encontrados com o detetive particular Paulo Rodrigues. Em nota oficial, a empresa justificou que a comissão ''ainda está reunindo as informações necessárias para a montagem do relatório final, envolvendo desde a checagem do sistema de segurança das informações até o trâmite de documentos oficiais dentro da empresa''. Por isso, o prazo inicial de 30 dias úteis teria sido insuficiente. Segundo a assessoria de imprensa, o presidente da Sercomtel, João Rezende, não se pronunciaria porque a comissão não teria adiantado nenhum dado novo sobre o fato.
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) também investiga o caso. O promotor Claudio Esteves declarou anteriormente que o vazamento ocorrido na Sercomtel foi ''da mais alta gravidade''. Documentos com solicitações judiciais de quebra de sigilo e contas telefônicas detalhadas do prefeito Nedson Micheleti (PT) e do sercretário de obras Aloysio Crescentini de Freitas estão entre os papéis sigilosos que saíram da empresa de forma irregular. De acordo com o promotor, o fato mais preocupante são os documentos judiciais encontrados, segundo ele de acesso extremamente restrito, o que levou Esteves a indicar que quem facilitou, vendeu ou cedeu os documentos foi alguém do alto escalão da empresa.
Até agora a PIC já ouviu alguns funcionários e também o detetive particular. Entretanto, ainda não se sabe de que setor ou quem teria facilitado o acesso e por ordem de quem. Com o novo prazo, a comissão de sindicância da Sercomtel deve dar o parecer sobre a denúncia até o dia 17 de dezembro. O caso se tornou público durante o debate promovido pela TV Tarobá no segundo turno das eleições. Na ocasião, o então candidato Antônio Belinati (PSL) questionou Nedson Micheleti (PT) sobre um suposto processo do Ministério Público contra João Rezende.

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