Brasília A comissão de sindicância da Presidência da República que apura denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz pode concluir os trabalhos hoje. As informações são do Ministério de Coordenação Política e Relações Institucionais. Diniz é acusado de ter pedido propina para financiar as campanhas políticas de Benedita da Silva (PT) e Rosinha Garotinho (PMDB), no Rio, e de Geraldo Magela (PT), em Brasília,
Depois das primeiras denúncias, Waldomiro também passou a ser acusado de tentar forçar a contratação de Rogério Buratti, por um valor que inicialmente oscilava entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, como condição para a renovação do contrato entre a Gtech e a Caixa Econômica Federal.
O caso veio à tona depois que dirigentes da multinacional do ramo de loterias prestaram depoimentos à Polícia Federal. A Gtech conseguiu renovar o contrato sem contratar Buratti.
Rogério Buratti é ex-secretário da prefeitura de Ribeirão Preto (SP), na época em que o atual ministro da Fazenda, Antonio Palocci, era prefeito. Ele foi demitido por Palocci em 1994 por suspeitas de intermediação na distribuição de obras públicas. Em nota, Buratti negou conhecer Diniz.
Se não concluir o relatório, a comissão pode pedir mais um mês de prazo. O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, já havia informado que o prazo legal para a comissão era de 30 dias, mas que poderia ser prorrogado.
Diniz responde ainda a inquérito na Polícia Federal acusado de tráfico de influência e recebimento de propina. O presidente nacional do PTB, deputado federal Roberto Jefferson, se declarou contra a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo envolvendo Diniz.
''CPI é para paralisar o governo. Eu sou contra. Tem que acabar com essa história de achar que o Brasil só é passado a limpo em CPI. Pelo que eu conheço, CPI é um instrumento de extorsão de deputado sem escrúpulo, de senador sem escrúpulo. Só para extorquir empresários'', afirmou Jefferson, acrescentando que CPI transforma o Congresso em delegacia de Polícia. ''Eu tenho horror de CPI'', enfatizou o deputado.

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