A ex-reitora da UEL e atual secretária de Ciência e Tecnologia, Lygia Pupatto, disse ontem à FOLHA que a comissão de sindicância formada para apurar eventual superfaturamento na construção de um banheiro, anexo à reitoria, durante sua gestão, concluiu que não houve irregularidades. O banheiro, de 37,82 m2, custou R$ 61.294 - o equivalente a R$ 1,62 mil por m2. Segundo levantamento feito pela FOLHA, o valor é quase o dobro do Custo Unitário Básico (CUB), elaborado pelo Sindicato da Construção Civil (Sinduscom), de R$ 882,09 m2.
''Já sei que o relatório passou pelo Conselho Universitário (Cou) e não houve indício de irregularidade. Queria que fosse dado o mesmo destaque das acusações que fizeram e das manchetes publicadas'', afirmou. Pupatto afirmou ainda que o relatório foi elaborado por equipe técnica que detalhou a obra. ''O único porém apontado, como orientação, é para padronização do material de referência, para não haver discrepância de valores. Isso eu concordo. Mas irregularidade não teve''.
O vice-reitor da UEL, César Caggiano Santos, afirmou que o relatório da comissão de sindicância não chegou a ser aprovado pelo Cou. De acordo com ele, nas conclusões, o documento realmente diz que não houve superfaturamento, mas os cálculos utilizados foram questionados por membros do conselho. Dependendo da fórmula de cálculo, haveria sobrepeço de 10% a 20%.
Ainda segundo Caggiano, as discussões no Cou foram acaloradas. ''Para evitar uma situação crítica e aprofundar a análise pedi vista do processo e ele foi retirado de pauta. Esse é um negócio complicado'', explicou o vice-reitor, que presidiu a última reunião do Cou. Ele explicou que o relatório voltará ao conselho ainda este mês para ser votado. (F.C.)

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