Brasília - O corregedor-geral do Ministério Público Federal, Wagner Gonçalves, abriu ontem sindicância para apurar a conduta do subprocurador-geral da República José Roberto Santoro e dos procuradores da República no Distrito Federal Marcelo Serra Azul e Mário Lucio Avelar no caso Waldomiro Diniz. Gonçalves disse que a investigação será rápida.
O corregedor-geral afirmou, em nota à imprensa, que pretende ''esclarecer os fatos e apurar as possíveis faltas disciplinares no menor prazo possível''. Segundo o corregedor, a apuração correrá em segredo de Justiça, por causa de exigência da Lei Orgânica do Ministério Público Federal.
A sindicância poderá evoluir para um ''inquérito administrativo'' e por fim para um ''processo administrativo''. Se chegar até ao final desse estágio, o Conselho Superior do Ministério Público Federal irá decidir qual será a punição disciplinar, que varia da advertência à demissão do cargo. O conselho não pode decretar a demissão, mas pode pedir essa medida à Justiça.
A investigação foi requerida pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles. Para Fonteles, os três procuradores violaram o princípio do promotor natural quando tomaram depoimentos do caso Waldomiro Diniz depois de receberem a fita de vídeo que incrimina o ex-assessor da Casa Civil da Presidência.
A pedido de Fonteles, a sindicância também deverá apurar se os três procuradores faltaram com o dever de lealdade à instituição. Nesse caso, a apuração poderá evoluir para um processo judicial.

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