A sindicância instaurada em agosto pela reitoria da UEL para apurar responsabilidade sobre as obras inacabadas da Casa do Estudante, que já consumiram 1,4 milhão, foi encerrada esta semana com a conclusão de que não houve irregularidades graves.
''Não teve nada cabeludo como desvio de verba ou pagamento de material não utilizado. Tudo que foi pago, foi entregue pela construtora'', afirmou o presidente da sindicância, Aron Lopes Petrucci - professor de engenharia civil. ''Houve apenas algumas 'falhazinhas' gerenciais, coisa miúda, mas sem malandragem. Parece que cortaram alguns itens para reduzir o custo, mas a Casa está em boas condições de habitação. É só fazer alguns retoques''. A UEL estima em R$ 250 mil o custo dos ''retoques''.
O presidente da sindicância considerou ''absurdos'' os apontamentos feitos pela Vigilância Sanitária e pela comissão interna da UEL. ''Está muito melhor que casa popular e que o hotel onde estão os alunos atualmente. As exigências são muito altas perto do que é possível fazer'', afirmou Petrucci. ''Não dá para fazer igual o Maksoud Plaza (hotel de luxo da capital paulista)''.
Os argumentos do professor são parecidos com o do ex-coordenador de Planejamento da UEL, Marcos de Toledo Tito - responsável pela elaboração da obra durante a gestão passada. Tito declarou à Folha em agosto que o acabamento da Casa tem que ser ''simples mesmo''. ''É uma moradia singela, para alunos carentes''.
O relatório final da comissão de sindicância será entregue no início da próxima semana para o reitor Wilmar Sachetin Marçal. (F.C.)

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