Ainda sem data definida, a Corregedoria-Geral do Município deve instaurar, nas próximas semanas, sindicância para apurar se houve, e onde, irregularidades no pagamento de poci mais de R$ 35 mil a título de horas extras a dois professores da rede municipal de ensino. Na semana passada, em entrevista à FOLHA, o controlador-geral da Prefeitura, Luiz Nicacio, e o secretário municipal de Gestão Pública, Marco Cito, afirmaram que os R$ 35 mil pagos a dois professores em dezembro de 2008, a título de carga horária complementar, teriam sido repassados indevidamente, em sua maioria, uma vez que se trataria, na realidade, de férias remanescentes.
De acordo com a corregedora-geral, Silvana Fátima Troca, o órgão está finalizando investigações de 2009, de modo que só a partir de fevereiro o caso das horas extras deverá ser analisado no âmbito de uma sindicância. A investigação interna, de acordo com a corregedora, é necessária ''quando não indícios suficientes de autoria ou materialidade''.
''Tem questões nesse caso (das horas extras) que precisam ser verificadas - por exemplo, por que isso foi pago, como foi, se foi autorizado por alguém. É na sindicância que os detalhes serão bem apurados'', resumiu a corregedora, segundo a qual os trabalhos analisarão se de fato houve erro do sistema, no pagamento da soma, ou erro de lançamento praticado por servidor. Só a partir desse resultado o órgão define se instaura arquiva o caso ou se abre Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra funcionários. A sindicância tem prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais mais 90, de 30 em 30 dias.
Além de 95% dos R$ 35 mil pagos - de 2001 a 2008 -, supostamente, indevidamente aos dois professores, a Controladoria ainda vai apura, segundo a Gestão Pública, pagamento a outros cerca de 300 servidores no último mês de mandato do então prefeito Nedson Micheleti (PT). O critério adotado foi o valor de R$ 2 mil, ou mais, recebidos a título de horas extras. O caso dos dois professores, além da Corregedoria, foi encaminhado também à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, semana passada.

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