Curitiba - A suposta retirada de documentos do prédio da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná na noite da última segunda-feira, véspera da eleição e posse da nova Mesa Diretora, será investigada em uma sindicância determinada ontem pelo presidente do Legislativo, deputado Valdir Rossoni (PSDB). Segundo informações da própria AL, os papéis teriam sido subtraídos da Casa pelo presidente do Sindicato dos Servidores Legislativos da Assembleia Legislativa do Paraná (Sindilegis), Edenilson Carlos Ferry, pelo advogado do sindicato, Henoch Gregório Buscariol, e por um funcionário do Departamento Pessoal.
A sindincância será coordenada pelo diretor-geral Benoni Constante Manfrin. A presidência da Assembleia não soube informar o que poderia conter nos tais documentos, uma vez que nem mesmo está comprovado o seu desaparecimento. A investigação será feita com base em relatos de testemunhas e na tentativa de recuperar imagens do circuito de câmeras da AL, que era controlado pelos seguranças da Casa, exonerados na terça-feira. Extraoficialmente, a informação é que os documentos estavam em salas do prédio da administração da AL que apenas os seguranças tinham acesso.
O advogado do Sindilegis informou ontem que irá entrar, na segunda-feira, com novo mandado de segurança na Justiça pedindo a reintegração dos seguranças efetivos da Assembleia que estão impedidos de trabalhar desde a tomada da guarda da Casa pela Polícia Militar. Segundo Buscariol, seriam 15 seguranças que não podem ser exonerados por terem estabilidade no cargo. Já a Comunicação da AL informou que ao todo são 28 e que eles foram informados de que estariam em férias de 30 dias a partir de anteontem.
O Sindilegis também irá pedir na Justiça a reintegração de Ferry ao cargo comissionado, alegando que ele teria estabilidade sindical. O advogado não soube explicar se os nomes de outros exonerados também entrariam na ação. Em relação às denúncias de Rossoni à imprensa de que os seguranças da Assembleia faziam ameaças e até cobravam propina dentro do prédio do Legislativo, Buscariol disse que deve entrar com uma interpelação judicial para que o deputado esclareça os nomes de quem fez as ameaças e quem as sofreu.
Na segunda-feira pela manhã haverá a primeira reunião entre o presidente da AL e o Sindilegis. O encontro acontecerá no saguão da Assembleia e será aberto ao público.

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