Uma sindicância instaurada na Câmara Federal vai apurar denúncias de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram vítimas de um esquema de venda clandestina de bilhetes destinados aos parlamentares. A suspeita é que funcionários de gabinetes repassavam parte da cota de passagens não utilizada pelos deputados para agências de viagens. A sindicância será integrada por técnicos da área administrativa e terá 60 dias para apresentar um parecer.
  Eles vão investigar se houve desvio de recursos e de conduta. Segundo reportagem do site ‘‘Congresso Em Foco’’, os nomes dos presidente do STF, Gilmar Mendes, e do ministro Eros Grau aparecem como beneficiários na cota dos deputados Paulo Roberto (PTB-RS) e Fernando de Fabinho (DEM-BA), respectivamente. Paulo Roberto informou que demitiu um servidor por suspeita de práticas de ilegalidades na administração dos bilhetes. O deputado baiano não foi localizado pela reportagem.
  Na semana passada, o deputado Fábio Faria (PMN-RN) foi denunciado por ter usado a cota para a compra de bilhetes aéreas para sua ex-namorada, a apresentadora Adriane Galisteu, e para atores. O deputado alegou ‘‘falhas pon-tuais’’ na utilização da verba e devolveu R$ 21,3 mil referente às passagens. O uso da cota para passagens aéreas também está sendo investigado no Senado.


Processo administrativo no qual se realiza uma investigação administrativa, com o objetivo de esclarecer um determinado ato ou fato

Cada deputado federal tem um crédito para passagens aéreas que varia entre R$4,7 mil e R$18,7 mil por mês. No ano passado, a Câmara gastou R$78 milhões com as passagens para os deputados

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