Apesar das contestações, o secretário-geral Gino Azzolini Neto garante que a prefeitura economizará R$ 630 mil mensais com a aprovação da reforma administrativa. ‘‘Cabe à Câmara fiscalizar a obtenção dessa economia’’. Ele diz que esperava polêmicas e pretende acatar ‘‘todas as contribuições’’ à reforma. ‘‘Mas não é possível ficar com ‘picuinhas’ e números menores’’, diz, referindo-se ao Sindiserv e à Câmara. ‘‘A reforma está sendo feita para o bem de Londrina’’, defende.
Ele avalia as críticas do sindicato como ‘‘pressão normal de quem tem interesses contrariados’’. ‘‘Os sindicalistas estão pregando no deserto. Não podem chegar a esse nível’’. Ele concorda, porém, que a reforma trará alguns prejuízos aos servidores. ‘‘Mas o que ela tira do funcionário representa um caminhão de dinheiro para a prefeitura e para a população, que se utiliza dos serviços públicos’’.
Um dos pontos mais polêmicos da reforma, a volta da jornada de sete horas do servidor, recebeu parecer favorável da CCJ da Câmara. De acordo com o parecer, cabe à administração fixar a duração do trabalho do quadro funcional. ‘‘Em todos os concursos da prefeitura, com exceção dos cargos de médico e professor, o servidor é contratado para 40 horas semanais, o que equivale a oito diárias. Queremos que ele cumpra pelo menos sete’’, prega Azzolini.
Ele nega que a administração tenha coibido a presença do funcionalismo na Câmara ontem, mas avisa que quem faltou ao serviço levará falta. Ele diz também que, ao contrário do parecer da CCJ da Câmara, a não previsão orçamentária para pagamento das eventuais indenizações do Plano de Exoneração Voluntária não é ilegal. E recorreu ao chefe do departamento de orçamento da prefeitura, Edson Antônio de Souza, para garantir que a prefeitura poderá abrir crédito adicional suplementar, referente a 20% do total de R$ 515 milhões do orçamento de 98 para remanejar recursos e efetuar os pagamentos. (P.Z.)

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