A partir de hoje e por 40 dias, 150 sindicalistas vão percorrer a pé 1.015 km, entre São Paulo e Brasília, em busca do aumento do salário mínimo para R$ 180. A marcha é organizada pela Força Sindical e pelo deputado federal Luiz Antonio de Medeiros (PFL). O objetivo é pressionar o governo federal para o aumento do mínimo (hoje em R$ 151) a partir de 1º de janeiro de 2001 e para obter o pagamento da correção dos saldos das contas do FGTS dos planos Verão e Collor 1.
O cálculo é baseado no saldo das contas existente na época dos expurgos: janeiro de 89 (16,65%) e abril de 90 (44,80%). Os sindicalistas pedem o aumento argumentando que a economia do País está crescendo e que a inflação e o déficit público estão sob controle.
Os sindicalistas contarão com a assistência de uma equipe de 16 pessoas durante todo o trajeto. O custo de logística é de R$ 167 mil. Em São Paulo, a marcha passará por toda a rodovia Anhanguera até à divisa com Minas Gerais. Lá, cortará algumas cidades para atingir Goiás, Estado onde se localiza a capital federal.
‘‘Por todas as cidades por onde passarmos, pretendemos manifestar as nossas reivindicações’’, afirmou Miguel Torres, coordenador da marcha. Fazem parte da manifestação trabalhadores sindicais de todas as categorias.
No Congresso, está tramitando um projeto de reajuste do mínimo em 5,57% para 2001 (para cerca de R$ 160). Mas o presidente Fernando Henrique Cardoso já teria dado sinal verde para apresentar reajuste maior.

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