Representantes de 42 sindicatos ligados a órgãos públicos reuniram-se ontem na sede do extinto IPE (Instituto de Previdência do Estado), em Curitiba, para discutir o novo sistema previdenciário que está sendo implantado pelo governo. Os sindicalistas se dizem favoráveis à criação de um fundo, porém manifestaram desconfiança quanto à capacidade financeira do novo modelo.
Heitor Raymundo, do SindiSeab (Sindicato dos Servidores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento), disse que a preocupação é geral. ‘‘Não temos garantia de que as aposentadorias e pensões serão pagas. Existe um estudo dando conta que, para pagar os R$ 65 milhões ao mês (valor da folha dos inativos), são necessários pelo menos R$ 2 bilhões capitalizados’’, contabilizou o sindicalista.
Raymundo informou que o fórum dos sindicatos deliberou ontem que vai participar dos conselhos de Administração e Fiscal da Paranaprevidência. Nos próximos dias, os representantes se reúnem com o secretário Renato Follador para detalhar as regras do processo eleitoral. ‘‘Queríamos uma gestão paritária, já que a nossa contribuição é a mesma que a do governo’’, cobrou o diretor do SindiSeab.
O dirigente assinalou ainda que as entidades queriam um fundo público e não uma paraestatal como a criada pelo governo. E que uma das maiores revoltas dos servidores foi o aumento da alíquota de 10% para 12% em média, para os que ganham até R$ 1,2 mil. ‘‘Isso foi uma redução de aproximadamente 4% dos salários, já que não houve nenhuma concessão de aumento salarial pelo governo Lerner’’, ressaltou. (L.D.)

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