Sindicalistas criticam acordo
Foto Arquivo FolhaVai doerMedeiros: aumento do teto é um tapa na cara do povoAgência Folha
Dirigentes das duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, criticaram o acordo que elevou o teto salarial do funcionalismo. Luiz Antônio de Medeiros, presidente da Força Sindical e deputado federal paulista eleito pelo governista PFL, classificou o acordo de imoral. Para Medeiros, a modificação do teto é particularmente grave pelo momento de dificuldade econômica do País. Quando é hora de o governo cortar despesas e o trabalhador faz sacrifício para manter o emprego, é um verdadeiro tapa na cara do povo aumentar o teto, disse.
Luiz Marinho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, também criticou o aumento do teto. É um absurdo falar em sacrifício para o povo e aumentar o teto quando era necessário elevar o piso, afirmou Marinho, que comanda o sindicato mais importante entre os que estão na CUT. Marinho acrescentou que a decisão é mais grave por ocorrer quando o País atravessa uma crise econômica que gera desemprego. Nenhum cidadão entenderá o encaminhamento dado pelo governo, afirmou.
Outro dirigente cutista, João Felício, secretário-geral da central, declarou que a imensa maioria do funcionalismo ganha uma miséria e o governo faz um acordo absurdo que beneficia quem recebe mais. A CUT é, entre as centrais sindicais do País, a que recebe mais influência dos servidores públicos estaduais e da União.
O secretário-geral foi enfático ao afirmar que houve uma inversão no acordo que garantiu o teto. Está claro que é preciso elevar o piso e não fazer uma política salarial voltada para quem já ganha mais, disse o sindicalista.





