Curitiba - Com sua principal coligação partidária (PMDB/PSDB) em risco, o governador Roberto Requião (PMDB) está buscando no movimento sindical paranaense um dos principais parceiros na tentativa da reeleição. Há duas semanas o governador anunciou que terá o apoio da Força Sindical do Paraná, que tem em sua base cerca de 800 mil trabalhadores. E devem aderir à frente também a Nova Central de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST), que possui cerca de 700 mil filiados, e a Central Geral dos Trabalhadores do Paraná (CGT-PR), que congrega aproximadamente 200 mil trabalhadores. A organização logística de trabalho na campanha deve ser definida até o final de semana. Mas é certo que os sindicatos filiados às centrais vão montar comitês pró-Requião e usar a estrutura física e humana para a campanha.
''Devemos montar pelo menos oito comitês só na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e mais outros em todo o interior do Paraná'', explicou o diretor da Força Sindical, Núncio Manala. A Força trabalha com 110 sindicatos em sua base. As centrais sindicais alegam que os comitês vão ser montados com a estrutura que os sindicatos possuem e o trabalho será feito com o material que a coordenação da campanha de Requião fornecer. Isso porque a legislação eleitoral proíbe o apoio financeiro. ''Os comitês vão funcionar em todas as cidades que temos sindicatos. E a questão de estrutura e pessoal já temos por todo o Estado. Queremos a bandeira do Requião em todos os municípios'', afirmou o secretário-geral da CGT, Carlos Zimmer. A CGT reúne 46 sindicatos no Paraná.
Apesar de o apoio estar confirmado, as centrais sindicais ainda devem se reunir amanhã e sexta-feira para decidir como será feito o trabalho e principalmente se todos os sindicatos filiados às centrais vão aderir à frente. ''O Requião tem todo o apoio dos nossos dirigentes. Mas vamos conversar quinta-feira com todos os filiados e decidir quem vai conosco'', ressaltou o presidente da NCST, Epitácio Antonio dos Santos. A NCST possui 64 entidades filiadas. A CGT deve conversar com suas lideranças na sexta-feira.
A Força Sindical também deve reunir-se amanhã. ''Na última reunião não ficou declarado apoio. Isso é uma posição pessoal do Sérgio Butka (presidente da Força no Paraná). A central é pluralista na questão partidária e deve deixar seus sindicatos liberados para apoiar quem quiser. Vamos resolver isso na quinta-feira'', salientou o primeiro vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato do Asseio e Conservação do Paraná, o vereador de Curitiba Manassés Oliveira (PPS). O vereador, que tem na base do sindicato que comanda 45 mil trabalhadores, preferiu não falar abertamente que não vai apoiar Requião. Entretanto, afirmou que ainda precisa discutir com seu partido que posição tomar. Oliveira retirou sua candidatura a deputado federal porque discordou da aliança do PPS com o PFL.

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