Curitiba Apesar de o governo do Paraná já estar se preparando para ouvir protestos por parte dos servidores que não receberão mais o Tide, Norma Ferrari, presidente do Sindi-Seab, entende que a medida é positiva, porque dá um tratamento mais igualitário a funcionários do mesmo nível. O Sindi-Seab engloba funcionários das secretarias da Agricultura, Meio Ambiente e Fundepar.
''Acredito que equilibrar os salários é justo'', disse. ''Por que um engenheiro tem que ser diferente de um advogado? Ambos estão no mesmo nível (superior)'', observou. Norma disse saber que os servidores não vão gostar nada da perda mas, ''visto como um todo, o decreto é uma medida de Justiça''. A dirigente sindical disse que não há como saber, por enquanto, quantos servidores de carreira ficarão sem o Tide.
''Na administração anterior foram criados os chamados encargos especiais, que dobravam o salário de alguns funcionários de carreira'', lembrou. Segundo ela, o problema é que foram privilegiadas algumas carreiras em detrimento de outras. Segundo ela, os funcionários do quadro geral do Estado acumulam defasagem salarial próxima a 70%, desde agosto de 1995 o primeiro ano da gestão Lerner. O sindicato defende a reposição desse percentual.
A Folha tentou ouvir ontem o sindicato que representa os policiais civis, o Sinclapol, mas não conseguiu localizar o presidente, Luis Bordenowski. A Polícia Civil tem direito ao chamado ''tidão'', que garante um incremento de até 120% nos salários. Já os professores do Estado não recebem o Tide, segundo José Lemos, presidente do Sindicato dos Professores, a APP-Sindicato. (M.D.)

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